quarta-feira, 28 de abril de 2010

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Pra frente, Brasil!


Faltam menos de dois meses para a Copa do Mundo da África do Sul e os brasileiros já contam as horas para torcer por seus heróis canarinhos. E enquanto o grande momento não chega, os nossos craques se ocupam, nas horas vagas, em divertir a “pátria de chuteiras” atuando em comerciais de TV de toda natureza [dia desses assisti ao Robinho falando que o gol mais importante de sua carreira foi o Gol branco que seu pai usava para levá-lo aos jogos nos tempos de garoto. Coincidência, não?].

Em matéria de comerciais, esses caras jogam mesmo “um bolão”. Já o “nosso” xerife, o eterno capitão Dunga, preferiu atuar em um comercial de cerveja. Que belo exemplo! Ninguém como ele - um cara centrado, inteligente, o manda-chuva, O CARA -, para nos dizer que, na Copa, a melhor jogada é encher a cara de cerveja enquanto os nossos “craques” [de bolso cheio, claro] dão show nos estádios da África do Sul. E se a “nossa” Seleção perder, não tem problema. Nada que um “bom” porre não resolva. Agora, se vencermos, o negócio é ‘bebemorar’ até cair. Afinal, se o Dunga está dizendo que beber é bom, quem somos nós, reles mortais, para dizer o contrário.

Mas não se esqueça: se for beber não dirija. Encha a cara em casa mesmo ou volte do bar de táxi, ou carregado pelos amigos que continuarem de pé. Afinal, são os “nossos” heróis que estão dizendo que beber é “muito legal”.

Não esqueça: faltam menos de dois meses para a Copa do Mundo. Pra frente, Brasil!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Deu a "Loka"

Um fotógrafo, um clic bem dado, um gesto expansivo de uma jovem de 19 anos e uma rede mundial de computadores. Eis os ingredientes necessários para se fazer nascer uma celebridade. Anos de estudo que nada, o negócio é investir no "nada com coisa alguma", desde que desperte a curiosidade e o riso nas pessoas.

Foi assim com a “Loka do Rio Anil”, o fenômeno. A estudante Mariana Vieira acabou transformada em celebridade da noite para o dia por estar no “lugar certo” na “hora certa”. Era tarde de quinta-feira, horário em que muitos jovens que se preocupam com o futuro estão na escola ou estudando em casa, ou mesmo devorando um bom livro. Mas ela não. Mariana estava lá, assim como uma multidão de outros desocupados, à espera do abrir das portas no mais novo shopping de São Luís, o Rio Anil Shopping. Quando as portas se abriram, a jovem não teve olhos para elas, mas para o fotógrafo [Biaman Prado] que, sem querer, lhe abriria as portas para o estrelato.


A foto original [vista acima] acabou publicada no site www.imirante.com e, por obra de dois internautas [não menos desocupados do que a multidão que estava no shopping] caiu na grande rede com direito a site pessoal e twitter personalizado em homenagem à agora batizada “Loka do Rio Anil”. Pronto. Em fração de minutos, passaram a chover montagens fotográficas com a Loka [exemplo ao lado] e acessos a blogs que divulgavam a nova celebridade. Só para citar um exemplo, o site Imirante recebeu 38 mil acessos para o assunto em apenas 24 horas.

Confesso que esperei a poeira sentar para falar sobre o assunto. Não tenho dúvida de que se trata de mais um dos fenômenos midiáticos chinfrins do nosso século, e comparável - com a devida proporção, claro - à Susam Boyle - o “patinho feio” que virou febre no You Tube. De anônima à sucesso na internet - ainda que sendo ‘zoada’ por milhares de pessoas - Mariana Vieira, a Loka, gostou da brincadeira e está curtindo a fama com bom-humor. A "Loka do Rio Anil" é um exemplo típico daquilo que sacia uma grande parcela dos consumidores da internet hoje: uma boa dose de besteirol.

Apesar de conviver diariamente com o universo da Comunicação, de ser internauta por necessidade profissional e de já ter visto muita coisa absurda na telinha do computador, ainda fico espantado com o poder da grande rede de produzir fenômenos capazes de idiotizar ainda mais a nossa já tão limitada capacidade de pensar. Internet: criamos um monstro.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pichadores de Cristo

Pois é, a estátua do Cristo Redentor amanheceu, na última quarta-feira, pichada em um dos braços [à esquerda na foto]. Nem os andaimes que cercam o monumento ou a interdição do local para turistas [por causa das chuvas no Rio de Janeiro] impediram a ação dos vândalos, que, entre as idiotices escritas [característica de todo pichador] deixaram a frase “Quando os gatos saem os ratos fazem a festa”.

A ação dos vândalos cariocas assemelha-se muito com a de certos “vendilhões do templo” dos dias atuais. Com ousadia, picham a imagem de Jesus com sua ‘teologia da prosperidade’, sem a menor cerimônia, na calada da noite [ou não] e acham isso bonito. Mas, tal e qual os pichadores do Cristo Redentor, não passam de marginais. Só Jesus na causa.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O futuro é hoje

Se liga na palavra


terça-feira, 6 de abril de 2010

McLanche Infeliz

Extraí a declaração abaixo de uma entrevista publicada na revista “Super Interessante” deste mês:

“Meu trabalho é garantir que existam opções para que as pessoas decidam por si próprias. Agora, se tiver de escolher entre criar uma comida gostosa ou saudável, o sabor será sempre a prioridade".

Não, a frase não é de um pastor da famigerada teologia da prosperidade, mas, coincidentemente, soa como se fosse. A declaração é do americano Daniel Coudreaut, homem de frente da cozinha do McDonald’s e responsável por criar as receitas que deliciam multidões de clientes da maior rede de fast food do mundo. Na entrevista, Coudreout é perguntado sobre os métodos que ele utiliza para driblar as críticas dos defensores da alimentação saudável e, assim, continuar atraindo mais e mais famintos das delícias do McDonald’s.

Pensei cá com meus botões: McDonald’s e teologia da prosperidade tem tudo a ver. A diferença básica é que os criadores do fast food gospel não têm a sinceridade do “mago” da rede de lanchonetes. Entre oferecer uma comida gostosa ou saudável, os vendilhões “prósperos”, sem dúvida, escolhem a primeira opção – sempre com algum “respaldo bíblico" na manga, para justificar o engodo. Afinal, a satisfação do cliente é norma da casa, tudo “em nome” do Senhor, claro.

E do outro lado do balcão, uma nova categoria de crente se acotovela por mais uma apetitosa novidade. Depois do “crente Raimundo” [um pé da igreja outro no mundo], do “crente seis horas” [cês ora por mim] e de outros por aí, proponho o credenciamento no clube dos crentes cara-pau da categoria “crente McDonald’s”. São aqueles que vão à igreja em busca de comida gostosa e rápida [mas que, às vezes, pode sair cara].

No rol das igrejas em franco crescimento, eis que emerge das profundezas a “Igreja McDonald’s do Milagre da Prosperidade” - IMMP. Evangelho a gosto do cliente. Ideal para jovens sem compromisso e ávidos por uma bela oferta do dia. Para as crianças, a opção de adquirir um bonequinho da moda dentro do pacote do McLanche Feliz.

Tal e qual a estratégica do gourmet do McDonald’s, o segredo da IMMP é a busca constante por inovações. Dessa forma, anula-se o risco de perder clientes - quer dizer, membros –, e segue-se a cativar novos adeptos, fadados ao engano e ao perigo de morte por colesterol alto. Afinal, a prioridade não é o alimento saudável, mas a comida apetitosa, com direito a batata-frita grande e uma coca-cola bem gelada.

Vai um “Big Mac santo” aí?