segunda-feira, 31 de maio de 2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Brasil: uma onda só!


Gente, o nosso Brasil é mesmo uma graça. Embora a Bíblia nos advirta sobre o risco de agirmos como meninos inconstantes, levados por todo vento de doutrina [Efésios 4:14], tal um barco desgovernado “surfando” ao sabor das marolas do mar, a verdade é que nós, brasileiros, adoramos uma “onda”. É onda do axé, onda do pagode, onda gospel, onda emo [ou será demo?], onda inventada pela novela das oito, pela Malhação, onda do rebolation [já viu coisa mais tosca?], onda das pulseirinhas do sexo, onda disso, onda daquilo... Êta povo ‘fissurado’ em uma onda.

Em quatro e quatro anos, por exemplo, tem a onda da Copa do Mundo. Todo mundo se veste de verde amarelo e a pátria tira a chuteira do armário. O brasileiro vira técnico de futebol, tem feriado em dias de jogos do Brasil [menos para mim, jornalista - que saco!]. Se a Seleção perde o Mundial, é como se um ente querido tivesse morrido, é um chororô geral, ou então uma revolta de dar medo. Não esqueço da cena de um grupo de pessoas queimando a bandeira do Brasil depois da derrota para a França na Copa passada. De patriotas apaixonados a inimigos incendiários da nação em fração de segundos. É um dos efeitos que a Copa causa nas pessoas. Mundo doido esse!

Depois da onda da Copa, claro, a “parada” da vez, este ano, é a onda das eleições. E pensa que os crentes não embarcam legal. Só embarcam. A onda agora é pastor candidato. Prato cheio para os críticos de plantão. Quando não, o pastor sai em defesa desse ou daquele candidato, tudo “em nome do Reino de Deus” é claro. Os políticos, não perdem tempo em pedir [barganhar] apoio dos líderes evangélicos mais influentes. O Lula, por exemplo, encontrou-se com o RR Soares, visando apoio à Dilma Rousseff.

O Serra visitou o Gideões, em Camboriú. Encontrou-se com o Marco Feliciano e outros mais. Distribuiu aquele “sorriso lindo” que ele tem e recebeu tapinhas nas costas dos super-pastores ali presentes. Tem foto e tudo mais circulando na net. Não sei o que era mais ridículo, se o Serra pedindo voto aos crentes ou os pastores bajulando o presidenciável. É..., há tempos o Gideões deixou de ser um evento confiável. Virou um circo de dar dó. Só não vê quem não quer.

Concluo o seguinte: tempo de eleição é o período perfeito para falsos profetas saírem da toca, é só ficar de olho. Tem pastor que é louco por poder, e não é o poder de Deus não, é o poder dos homens mesmo [não estou generalizando, por favor]. Vamos ficar espertos, irmãos. E votar consciente. 

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Cristão deve julgar

Vídeo postado no Púlpito Cristão, por Márcia Gizella, editora do blog Agraçadedeusmebasta. É para refletir e viver.

terça-feira, 25 de maio de 2010

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Fulguras, ó Brasil, florão da América... É hexa!


Que atire a primeira pedra aquele que sabe cantar o Hino Nacional todinho, sem errar uma sílaba sequer, ou enrrolar em uma ou duas partes na letra, ou mesmo fazer movimentos labiais, na maior cara-dura, como fazem alguns de nossos craques antes dos jogos internacionais.

Pois é, como em tempos de Copa do Mundo o nosso “patriotismo” aflora implacável, “vestimos” a camisa do Brasil, as cervejarias soltam foguetes com o consumo patriótico de geladas [inclusive por alguns “crentes”, em nome da empolgação do momento], e milhares de ambulantes tiram “o pai da forca” vendendo bandeirolas, as quais orgulhosamente afixamos em nossos carros, resolvi dar um basta na dúvida [ou seria ignorância?] e pesquisar a fundo a letra e a “tradução” do nosso Hino. Afinal, não vou ser eu a passar vergonha na hora solene de cantá-lo, uníssono, com mais 120 milhões de brasileiros.

Como disse, fui a fundo na pesquisa. O primeiro passo foi, com muito esforço, digitar no Google a chave “hino nacional” e zapt, logo na primeira opção achei tudo o que eu precisava. Lembrei-me, meio revoltado, dos meus tempos de primário, a professora mandou a turma pesquisar o Hino Nacional na Bliblioteca Pública Estadual. Tive de perambular em meio a estantes repletas de títulos empoeirados, até encontrar um exemplar de Educação Moral e Cívica. Uma “beleza”. Dá até para entender por que muitos jovens que eu conheço nunca sequer leram um livro na vida. “Ler dá muito trabalho”, disse-me certa vez um deles, para espanto meu.

Temendo que muitos já tenham desistido de continuar lendo este post [afinal, ler dá trabalho pacas] vou adiantar o motivo, quebrando o galho de vocês, poupando-lhes o esfoço sobre-humano de repetir a minha “árdua” pesquisa sobre o Hino Nacional. A partir de agora, não há mais desculpas para ficarmos dublando na hora de cantar uma letra tão simples como a do nosso Hino [segue glossário no final].

Hino Nacional:
Letra: Joaquim Osório Duque Estrada (1870 – 1927)
Música: Francisco Manuel da Silva (1795-1865)
Regras: Deve ser executado em continência à Bandeira Nacional, ao presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional. É executado em determinadas situações, entre elas: cerimônias religiosas de cunho patriótico, sessões cívicas e eventos esportivos internacionais.

O Hino

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas

De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,

Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.


Gigante pela própria natureza,

És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Deitado eternamente em berço esplêndido,

Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra, mais garrida,

Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores."


Ó Pátria amada,

Idolatrada,
Salve! Salve!


Brasil, de amor eterno seja símbolo

O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
"Paz no futuro e glória no passado."


Mas, se ergues da justiça a clava forte,

Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,


Entre outras mil,

És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Glossário:
Plácidas: calmas, tranqüilas

Ipiranga: rio onde às margens D.PedroI proclamou a Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822
Brado: grito
Retumbante: som que se espalha com barulho
Fúlgido: que brilha, cintilante
Penhor: garantia
Idolatrada: cultuada, amada
Vívido: intenso
Límpido: puro, que não está poluído
Cruzeiro: constelação (estrelas) do Cruzeiro do Sul [não é o time de Minas Gerais]
Resplandece: que brilha, iluminidada
Impávido: corajoso
Colosso: grande
Espelha: reflete
Gentil: generoso, acolhedor
Fulguras: brilhas, desponta com importância
Florão: flor de ouro
Garrida: florida, enfeitada com flores
Lábaro: bandeira
Ostentas: mostras com orgulho
Flâmula: bandeira
Clava: arma primitiva de guerra, tacape

sexta-feira, 21 de maio de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

É bom mudar


Fui vencido pelo cansaço. Depois de muita insistência de minha bênção, Dini Kelly, acabei convencido a mudar o visual do CrentePensante. Amiúde, ouvia dela afirmações do tipo: “Não agüento mais olhar o seu blog, é muito feio, sem graça...”, etecétara-e-tal. Eu, claro, não tinha argumentos, mas estava acomodado com a "minha" feiúra.
Enfim, dei ouvidos à mulher sábia. O resultado, está aí. Não ficou “nossa que maravilha de visual!”, mas assumo toda culpa por isso. Minha designer e esposa faltava entrar em um ataque de nervos quando eu, com minhas mesmices, podava todas as suas sugestões para tornar o site mais agradável aos olhos. Ela bem que tentou, mas foi obrigada a casar as suas idéias com as minhas esquisitices - incluindo, claro, a ilustração meio tosca vista no cabeçalho [a idéia era essa mesmo, um desenho feito às pressas, como nos meus tempos de faculdade, durante uma aula entediante qualquer].

Enfim, deu no que deu. Espero que tenham gostado [ou não]. O novo visual é também para marcar os quase seis meses do CrentePensante. Saibam que tenho vivido momentos felizes aqui neste espaço. Regozijo-me ao falar das coisas do Reino de Deus, rasgar o verbo contra os vendilhões do nosso tempo, refletir com vocês sobre o amor de Cristo, e, claro, vibrar com cada comentário e novo visitante. Um abraço carinhoso a todos, voltem sempre.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Onde está você?

Se liga na PALAVRA, ouça -> 

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Enjoei da Seleção!

Pasmem, mas estou pegando nojo da Seleção Brasileira. Não, não é só para ser do contra ou coisa do tipo, mas é que estou cansado de perder meu tempo com coisas inúteis. Toda Copa do Mundo é a mesma coisa. Sem querer, somos envolvidos num inconsciente coletivo canarinho que nos faz ficar ansiosos diante da televisão e... para quê? Para nada.

Se perdemos a Copa, vem aquele baixo astral generalizado, as desculpas dos jogadores [tristes, sobretudo, com os milhõe$ que vão deixar de ganhar] e o “luto oficial” pela morte de nossa honra nos gramados. Quando ganhamos, é festa geral. Glória a Deus! Nem parece que vivemos num país afundado em um poço de disparidades sociais, numa nação achincalhada pela corrupção, ridicularizada como País do Carnaval, do tudo acaba em samba - ou em pizza, tanto faz.

Estou farto desse patriotismo barato. Se tivéssemos mesmo orgulho de ser brasileiros, não precisaríamos de um time de futebol para nos fazer lembrar que somos bom em alguma coisa. Quisera mesmo é que fôssemos craques em igualdade social, bambas na honestidade, pentacampeões na moralidade, artilheiros na educação, melhores do mundo em cidadania. Estamos longe disso.

Sim, provavelmente vou assistir aos jogos, até por força da profissão (jornalista). Mas já cansei desse oba-oba de Copa do Mundo, do oportunismo do comércio, de jogadores vendendo cerveja e celulares na TV, de bandeirolas nos carros e, principalmente, dos nossos “craques” fingindo saber cantar o Hino Nacional, o qual, na verdade, nem ao menos compreendem a letra - como a maioria de nós, brasileiros. Afinal, compreender para quê?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O sucesso do fracasso


Lendo o livro do profeta Jeremias fui levado a refletir sobre homens de sucesso. Aos olhos humanos, alguém de sucesso é uma pessoa bem-sucedida [financeiramente] naquilo que faz; é alguém digno de reconhecimento, que faz a diferença em uma determinada área de atuação; que é alvo de elogios e referência para outras pessoas; que é imitado e formador de opinião; que é seguido, por seu potencial de liderança. Isso aos olhos do mundo.

Vendo por essa ótica, o profeta Jeremias seria, então, um fracasso total. Em seus cerca de 40 anos de ministério, pregou aos quatro cantos a diferentes reis e ao povo de Judá, para alertar sobre os caminhos maus e as conseqüências do pecado e da apostasia. Ninguém deu a mínima para ele. Chorou angustiado diante do descaso espiritual dos judeus, sem, entretanto, mudar uma vírgula sequer das verdades proféticas ordenadas pelo Senhor para serem ditas. E o povo, bulhufas para ele.

Se aos olhos do mundo o profeta possa parecer um fracassado, aos olhos de Deus temos um exemplo magnífico de sucesso e bem diferente de alguns “profetas” supostamente bem-sucedidos dos nossos tempos. Tomo Jeremias como parâmetro [se o parâmetro fosse Jesus, a coisa ia ficar bem mais feia para certos “pregadores da prosperidade”] e listo, a meu ver, características que o fizeram um homem vitorioso aos olhos do Senhor:

1 - Obediência inegociável. Não admitiu mudar seu discurso para agradar esse ou aquele irmão. Mandou “na lata” as palavras que o povo precisava ouvir, sem se preocupar em perder ouvintes.

2 - Coragem para “peitar” reis e qualquer um que estivesse fora dos preceitos do Senhor.

3 - Ousadia acima das conseqüências desfavoráveis. Não recuou mesmo diante da ameaça de prisão e do fracasso aos olhos humanos.

4 - Firme compromisso ao chamado profético.

5 - Terminou bem [aos olhos de Deus] a obra que começou, ao contrário de muitos que até começam bem, mas, no meio do caminho mudam o discurso para favorecimento próprio.

Deixo, para reflexão, as palavras de outro exemplo de sucesso aos olhos de Deus, o apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” (2Tm 4:7).

terça-feira, 4 de maio de 2010

Inveja é fogo!!


Tenho lido na blogosfera sobre a reação indignada de certos pastores da prosperidade aos bombardeios perspicazes de blogueiros contra heresias e engodos pregados pelos ditos-cujos. A resposta predileta dos vendilhões é dizer que as críticas dos blogueiros não passam de “inveja de um bando de frustrados e pobretões”.

Penso que um bom conceito para inveja seja “projetar no outro a culpa por frustrações pessoais”. Então, pensei com meus botões: o que de tão maravilhoso esses “prósperos” pastores têm que seja digno de nossa [aqui me incluo entre os blogueiros críticos, embora recolhido à minha insignificância diante de meus colegas famosos] tão realçada INVEJA.

Senão vejamos:

1 - Seria a grana alta que os pastores da prosperidade conseguem arrancar dos crentes menos esclarecidos o motivo de nossa inveja? Afinal, quem não quer viver com o bolso cheio de bufunfa, ainda mais à custa dos outros?

2 - Seria o motivo da nossa inveja o fato de eles pregarem heresias com a cara mais deslavada, mesmo tendo alguns deles atacado, num passado não muito distante, de forma ferrenha, os mesmos engodos que ora defendem com unhas e dentes?

3 - Seria a razão de nossas invejosas investidas o fato de eles serem pregadores de multidões e estarem deitados na fama, enquanto outros pastores ou missionários pregam a verdade para uma “meia-dúzia” de fiéis em pequenas igrejas no Brasil e em países pobres?

4 – Seria o motivo de nossa inveja o fato de vermos a miséria de muitos irmãos, aqui e lá fora, enquanto tem gente por aí viajando de jatinho, cujo preço daria para construir centenas de pequenas igrejas e sustentar uma galera de missionário por um bom tempo?

5 – Seria o motivo de tanta inveja nossa o fato de nós, blogueiros, fazermos um trabalho de formiguinha para alertar as pessoas para o verdadeiro Evangelho de Jesus, enquanto eles usam a televisão para convencer milhões de pessoas de que “Deus é obrigado a te abençoar” e que “pobreza é maldição”?

Irmãos, paremos de “invejar” esses pastores. Afinal, todos têm o sucesso que merece. E o juízo também.