quarta-feira, 8 de junho de 2011

Rio: beleza em pessoas


Vou poupá-los da obviedade. Que o Rio de Janeiro é a cidade mais linda do mundo, só cego não vê. Por isso, vou resumir na expressão “ual!” os elogios que faria - tal qualquer pessoa em sã consciência (e de férias) - às belezas da Cidade Maravilhosa. Mas, como nossa estada em cenários cariocas não poderia passar em brancas nuvens aqui no CP, recorro a um sentimento precisamente verbalizado por minha amada, Dini Kelly: “O Rio é maravilhoso, lindo demais, mas o que mais nos marcou foram as pessoas com as quais Deus nos presenteou nos dias em que estivemos lá”.

Dini, Cris, Rebeca e Fernando: pizzaria depois do culto
E Ele caprichou mesmo. Para começar, fomos agraciados com o amor e a hospitalidade da Família Del Bosco (Fernando, Cris, Rebeca e D. Wanda). De um ato de gentileza (nos acolher em sua casa) nasceu uma bela aliança de amizade e respeito. Rimos muito, oramos, passeamos, comemos pra dedéu, conversamos sobre muitos assuntos..., enfim, foram momentos preciosos os que passamos juntos.

Noutra esfera, rever o Paulinho, companheiro de primórdios do Encontro Jovem, foi especial. Nos encontramos na simpática cidade serrana de Petrópolis, onde ele mora. Ali, passamos o sábado e parte do domingo, na companhia dele e de sua Cecília. Nos deparamos com a cidade lotada de turistas (talvez por causa do frio de 8°) e acabamos sem um hotel para ficar. Sobrou para o Paulinho, que, amorosamente, nos ofereceu abrigo no seu apê. Detalhe: nós ficamos com a única cama e ele, com o edredom estendido no chão. Esse tipo de atitude fala mais que palavras. Sentimo-nos honrados.

Com Pedrosa no Pão de Açúcar: visual e conversa abençoada
De volta ao Rio, mais uma grata surpresa. Conhecemos o Pedrosa, irmão da Valéria. Que figura! Maranhense da gema - mas carioca de paixão, morador de Copacabana -, o cara simplesmente se voluntariou a passear conosco pela cidade. Detalhe: nunca havia nos visto antes (mistério do Senhor). Passamos horas super agradáveis. Destaque para a exposição em homenagem a Fernando Pessoa que visitamos na Sede Cultural dos Correios; para o chá da tarde na Colombo; e as conversas no sobe-desce no Pão de Açúcar. Arredio a fotos, foi difícil registrar a estampa do cara (vide foto, que, lógico, não retrata a beleza maior do Pedrosa: a gentileza, o carinho, a cultura e o bom-humor).

Nós e Pr. Jônatas, na Assembléia Penial (Duque de Caxias)
O bom do Rio é que o belo vai muito além do óbvio. Na singela Duque de Caxias (Baixada Fluminense), pudemos contemplar a beleza de um casal abençoado, que muito nos ensinou. Pr. Jônatas Leal e sua esposa, a missionária Jaqueline Leal, nos deram o privilégio de conhecer a sua igreja (Assembléia de Deus Peniel). Foi num sábado pela manhã, durante um culto de muitas mensagens e testemunhos. Tive a honra de estar no altar e poder falar da minha alegria de ver como Deus se agrada da simplicidade, e que não precisa de templos suntuosos para manifestar a sua glória.

E é claro que eu não passaria por terras cariocas sem estar face a face com o professor/escritor/conservo/blogueiro/amigo... Alberto Couto. Que jantar agradável ele nos proporcionou. Degustamos as suas histórias: a alegria como falou da casa nova e de sua família; o bom humor refinado; a sabedoria modesta; o testemunho de conversão... Após o jantar, um passeio por Jacarepaguá e uma foto à porta de sua casa, para a posteridade.

Couto e eu. Notem a placa na porta do cara: homem sábio
Pois é, não bastasse a paisagem, Deus achou de nos presentear com pessoas maravilhosas na Cidade Maravilhosa. A elas, remeto virtualmente um caloroso abraço saudoso. Muito, muito obrigado mesmo! Deus abençoe.

sábado, 4 de junho de 2011

Sai da lama, jacaré!




Veja com são as coisas. Eu nem queria, mas... buscava no Youtube algo que pudesse ilustrar um post que pretendia fazer sobre uma tal “Unção do Esquecimento”, quando, meio sem querer querendo, deparei-me com essa pérola aí do vídeo. Há tempos não via algo tão... faltam-me palavras para descrever.

Pois é, contra o “Exu da Lama”, use “sabonete Gizuiz” ungido em Israel. É tiro e queda. Detalhe: o futuro usuário precisa receber o produto na tal “Sexta-feira Forte”. Fico pensando na pessoa que assistir a esse vídeo no domingo. Vai ter que continuar o resto da semana “no lamaçal”, cheirando a sei lá o quê. Tá ligado?!

Gente, e o gordinho da esquerda. Coitado! A cara dele de assustado é impagável. O reboque do irmão da lama, no final, foi um exemplo poderoso da “unção do guindaste coletivo”. Tá ligado?!

Confesso que fiquei na dúvida se se tatava de um vídeo verdadeiro ou uma paródia das invencionices que temos visto por aí. Fica o registro, para avaliação dos leitores.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Minha Bíblia virtual

No meu aniversário, ganhei do meu pastor uma “Bíblia Glow”, considerada “a Bíblia digital” e evolução da famosa “Ilumina”. Lançada em 2009 nos Estados Unidos – onde já soma mais de 65 mil instalações -, a “Glow” é obra-prima de um brasileiro, o engenheiro e cristão Nelson Saba (foto abaixo). Para os ditos jovens “descolados” de nosso tempo, ele talvez se enquadre no rótulo de “nerd”. Formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA (só quem estuda muito consegue cursar engenharia no ITA), ele trocou o emprego em Nova York por uma missão: elaborar o que considera a “Bíblia digital definitiva” e, claro, converter o mercado a adotá-la.

A “Glow” foi lançada em agosto do ano passado no Brasil e, até o momento, vendeu cerca de 8 mil unidades, número modesto se comparado ao norte-americano. Mas, nada que desanime Saba, que aposta no mercado nacional e costuma ser discreto ao falar de se suas convicções cristãs - coisa de “nerd”. E falando em nerds, outro dia assistia ao Profissão Repórter, cuja temática era a bebedeira entre jovens brasileiros e um deles, à porta de uma Universidade, revelou à jornalista que preferia beber a assistir aula, e que os “únicos que estavam em sala naquele momento eram o professor e os nerds”. Pois é, mané, os “nerds” são caras como Nelson Saba, que se deu ao luxo de trocar um emprego bem remunerado em Nova York para se dedicar a um sonho. E adivinha? Está ganhando milhões de dólares com isso.

Voltando a falar da “Glow”, confesso que ainda preciso me adaptar melhor a esse admirável mundo novo da tecnologia da informação. Infelizmente, ainda não tive o tempo adequado para conhecer a super-Bíblia digital em toda a sua magnitude. Até porque sou do tipo que privilegia manusear as páginas reais das Sagradas Escrituras; folhear suas folhas de papel fino; aproximar os olhos do livro para conferir as minúsculas letras das notas de rodapé; ler e reler um certo versículo, deixando a Palavra penetrar a alma; ir e vir do AT ao NT, etc. Para mim, dificilmente um computador poderá substituir esses pequenos prazeres.

Todavia, não sou adverso às novidades tecnológicas, pelo contrário. Não vejo problema algum nos irmãos que carregam a Bíblia no celular, ou nos pregadores que usam o notebook no púlpito. E daí se um jovem prefere ler a Palavra em seu palmtop? Lê-la é o que importa. A palavra é, e sempre será, viva e eficaz (Hb 4:12), seja ela oral (como nos primórdios), manuscrita (como nos originais), impressa ou em caracteres virtuais. Vale o que está escrito. De uma forma ou de outra, ela não passará (Mt:24:35). Portanto, não vejo a hora de degustar a minha “Bíblia Glow”, cujo único problema, a meu ver, é o preço (R$ 140,00, em média). Mas, como já disse, fui abençoado com uma. Aleluia!


terça-feira, 19 de abril de 2011

Semana Santa e religião

Primeiramente, aviso aos poucos, porém queridíssimos, leitores do CrentePensante que estou vivo. Foram os afazeres e, confesso, um pouco de desleixo que me fizeram ausente da blogosfera por certo tempo. Mas, enfim, vamos seguindo, aos trancos e barrancos. Li ontem a notícia abaixo e resolvi postá-la, para a reflexão dos visitantes. Na seqüência, as minhas considerações sobre o assunto. Segue a notícia: 

Última Ceia aconteceu na quarta, e não na quinta-feira

A última ceia que Jesus Cristo compartilhou com seus 12 apóstolos na noite da Quinta-feira Santa aconteceu, na realidade, numa quarta-feira, afirma um especialista britânico em livro publicado pela Universidade de Cambridge. "Descobri que 'A Última Ceia' aconteceu numa quarta-feira, em 1º de abril do ano 33", declarou ao jornal "The Times" o professor Colin Humphreys, da Universidade de Cambridge.

No livro, intitulado "The Mystery of the Last Supper" ("O Mistério da Última Ceia"), o catedrático acrescenta mais uma tese a um tema que divide teólogos e historiadores. "Esse é o problema: os especialistas em Bíblia e os cristãos acreditam que a última ceia começou depois do pôr do sol de quinta-feira, e a crucificação foi realizada no dia seguinte, às 9h. O processo de julgamento de Jesus aconteceu em várias áreas de Jerusalém. Os especialistas percorreram a cidade com um cronômetro para ver como podiam ocorrer todos os acontecimentos entre a noite de quinta-feira e a manhã de sexta-feira: a maioria concluiu que era impossível", enfatizou o professor, segundo trechos do livro.

Os discípulos Mateus, Marcos e Lucas dizem que a última ceia foi uma refeição pascoal, enquanto João afirma que aconteceu antes da Páscoa judaica. "A solução que encontrei é que todos têm razão, mas que se referem a dois calendários diferentes", explica o pesquisador. Reconciliando os dois calendários, o professor concluiu que a última ceia aconteceu, na verdade, na véspera da Quinta-feira Santa.

Comentário do editor:
Admiro esses estudiosos que esmiúçam a Bíblia em busca de novas descobertas, baseados nas informações textuais ali contidas. Eu mesmo, caso tivesse o tempo necessário e, claro, aptidão para tal, gostaria muito de mergulhar mais fundo nas escrituras, passear in loco por sua geografia, reviver os passos dos homens e mulheres lá descritos. Faria isso não apenas para matar curiosidades pessoais, como também para aprofundar conhecimento e, certamente, fortalecer ainda mais a minha fé. Mas, por ora, devo contentar-me em comentar, à distância, as descobertas dos especialistas, a exemplo do referido senhor Colin Humphreys, de Cambridge.

Pois bem. Considero válidas as suas conclusões, embora pense que o valor maior da Santa Ceia não esteja na exatidão do dia ou da hora em que ela ocorreu. Creio que a tese de Humphreys, suponho, deva tirar o sono somente de religiosos afeitos a rituais relacionados às chamadas datas santas, tipo a “obrigação” de comer apenas frutos do mar na Semana Santa - para desespero dos açougueiros e alegria dos peixeiros. Aliás, conheço gente que passa o ano inteiro bebendo todas, traindo a esposa, mentido a torto e a direito, etc., mas na Sexta-Feira Santa não abre mão do “sacrifício santo” de comer peixe ou marisco – de preferência um escabeche ao ponto, uma bela de uma anchova na brasa, ou mesmo a “torturante penitência” de degustar uma camaroada na moranga. Quanto “sacrifício”!

Reafirmo que a data e hora exatas da refeição com os apóstolos, a meu ver, é o que menos importa diante das inúmeras lições de sacrifício e amor contidas na Nova Aliança selada pelo Senhor naquele momento singular de sua passagem pela Terra.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Minha fé racional-espiritual

Sujeito a levar bordoadas de alguns leitores, aí vai um pensamento meu para reflexão:
“Para que haja uma conversão plena, é preciso que esta se dê não apenas no âmbito espiritual, mas também no intelectual”.

Amparo esse pensamento na forma como Jesus lidava com seus discípulos. Embora tivesse a evidente preocupação de orientar os apóstolos a evoluírem na fé, Ele claramente os encorajava a crescerem também no intelecto. Não são poucas as passagens na Bíblia em que vemos o Senhor provocando seus seguidores a usarem da “cuca”. Com sua maneira peculiar de ensinar, instigava-os a questionar e a buscar o conhecimento, principalmente nas Escrituras.

Em Atos 4:13, por exemplo, vemos um Sinédrio maravilhado com a forma de falar de Pedro e João, outrora simples e iletrados pescadores, mas à ocasião eloqüentes e firmes defensores de sua fé em Cristo. Considera-se, obviamente, o fato de os apóstolos serem homens cheios do Espírito Santo, o que lhes garantia a convicção e o poder espiritual necessários à obra a qual foram designados. Entretanto, é também notória a maturação intelectual daqueles discípulos, cujas palavras evidenciaram, diante dos líderes religiosos, o fato de que eles haviam aprendido a lição do Mestre.

Não é à-toa que a Palavra nos ensina a crescer não apenas na graça, mas também no conhecimento e, assim, permanecermos firmes na fé e no Evangelho do Senhor (2 Pedro 3:18). Amiúde, vejo pessoas rendendo-se às boas-novas de Jesus e, com isso, dando passos em direção a uma experiência de fé. Todavia, muitos passam a trilhar esse caminho de forma sinuosa, com o intelecto adormecido - seja pela falta de um discipulado sistemático ou por força de doutrinas que alimentam, no cristão, uma fé sensorial, baseada em emoções. Assim, é comum observamos crentes que ainda pensam como descrentes, cambaleantes em suas convicções, inseguros de raciocínio lógico sobre a própria crença. Resultado disso? Faltam-lhes argumentos que os tornem, na prática, defensoras autênticas de Cristo e de seus ensinamentos, além de carecerem de segurança para evangelizar outras pessoas, pois seu conhecimento acaba tão superficial quanto a sua fé. 

Para concluir, recorro à intelectualidade espiritual de Paulo. Quando o apóstolo alerta seus discípulos, em 1 Coríntios 13:11, sobre a diferença de atitudes entre um menino e um homem, interpreto que uma fé legitimamente madura precisa deixar de lado as  meninices, as fábulas, as invencionices, para estar firmada no co¬nhe¬cimento e no posiciona¬mento crítico-reflexivo sobre as verdades do Evangelho. De outro modo, corremos o risco de nos tornar homens de coração dobre, levados por qualquer vento de doutrina (Tiago 1:6-8), muitas vezes afun¬dados na superficialidade (perdoem-se o contra-senso poético) de um legalismo sem sentido, que nos priva da razão libertária de Cristo. 

(E os que, baseados nessa reflexão, pensarem que eu não acredito em milagre, na manifestação sobrenatural do Espírito Santo e no poder da fé é porque não entenderam direito o que eu quis dizer. Fazer o quê.)

terça-feira, 1 de março de 2011

“Marina” atrás do trio

Gente, depois do Tiririca, do Ronaldinho Gaúcho e da Dilma Rousseff, chegou a vez de Marina Silva ganhar uma máscara carnavalesca (foto) em sua “homenagem”. Sendo assim, a declaradamente evangélica ex-candidata à Presidência provavelmente terá “seu rosto” flagrado atrás de trios elétricos, se esbaldando em blocos de rua ou entornando todas nas dependências da Marquês de Sapucaí.

Pensando bem, eis uma grande oportunidade para aqueles “cristãos evangélicos” que adoram uma máscara nova. São os mesmos que encontram “base bíblica” para pisar o pé na lama no Carnaval e voltar para a igreja depois da farra com a consciência super-tranqüila - afinal, é como diz a velha marchinha carnavalesca: “o Carnaval é a invenção do diabo que Deus abençoou” (essa é a famosa me engana que eu gosto). Com a máscara da Marina, o crente-folião poderá chutar o pau da barraca à vontade, sem perder a “identidade” de crente. E crente famosa. Quer coisa melhor do que isso?

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Jesus nas universidades

“Por que Jesus não pode entrar nas universidades?”. Esse o tema da 2ª Jornada Acadêmica Cristã, cuja meta é ampliar a visão e os conhecimentos daqueles que estão envolvidos, direta ou indiretamente, no meio acadêmico. A jornada acontece até sábado (21), na sede da Sociedade dos Artistas Evangélicos do Maranhão (Saem), a partir das 18h.

Em sua segunda edição, a Jornada Acadêmica Cristã debate temas instigantes como “Estratégias de Evangelismo Radical”, com o Pr. Ivan, de Brasília, conhecido como “Pastor Insano”, “Leis Anti-cristãs”, com o deputado Lourival Mendes, “Cristo versus Ciências”, entre outros. Além dos debates, a programação inclui apresentações culturais.

O projeto é uma iniciativa do Comitê Internacional de Proteção aos Cristãos Perseguidos e do Movimento Universitário de Evangelismo (Mude), que realiza eventos e reuniões de evangelismo dentro das universidades de São Luís. Entre os organizadores do projeto, estão estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA(, Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Faculdade Atenas Maranhense (Fama) e Uniceuma.

A sede da Saem, onde acontece o evento, fica na Avenida Joaquim Mochel, 51, Cohatrac IV. A entrada é livre. Para mais informações, entrar em contato pelo e-mail jornadacrista@gmail.com ou pelo telefone (98) 8866-7306.

Nota do editor:
Iniciativas assim mostram que o cristianismo está mais inserido nas universidades do que muitos pensam. O meio acadêmico tem, cada vez mais, compreendido o valor dos ensinamentos de Cristo e a importância da Bíblia na formação intelectual e moral da sociedade. Louvo a Deus por atitudes como essa, a qual, penso eu, não se mostra interessada em levantar bandeiras denominacionais, mas na formação de uma igreja pensante, consciente e preparada intelectualmente para cumprir seu papel nesse mundo.