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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

BBB: caso de polícia ou de moral?


Deixa eu ver se entendi direito. Primeiro os tais brothers caíram na farra, com direito a birita a rodo. Depois, certa hora da madrugada, uma das mulheres, caindo de bêbada, foi para o quarto dormir e foi acompanhada por um dos manés da casa, também bebum, e ali rolou um sacolejo bandeiroso debaixo do edredom. Quem assistiu, jura que a moça estava dormindo (prefiro usar o termo desmaiada de bêbada), enquanto o acéfalo supostamente a abusava sexualmente. Se captei direito, foi mais ou menos assim que aconteceu.

A essa altura, o vídeo do ato libidinoso em cadeia nacional já deve estar bombando no Youtube. Li na internet que a audiência do BBB12 disparou por causa da polêmica. Que “beleza”!! O Bial, com cara de pastel, anunciou a eliminação do suposto criminoso sexual, mas não explicou as razões claramente - como se ninguém soubesse. A polícia, ao que parece, está investigando o caso.
Esse é o programa que há 12 anos é oferecido às pessoas: uma casa na qual os “moradores” são estimulados a se relacionar (de preferência sexualmente, para garantir o ibope), a encher a cara de cana nas festas (porque bêbado perde a noção e é isso que o diretor quer ver, afinal, quanto mais polêmica, mais audiência), a desfilarem de biquínis sumários (para alegria dos necessitados(as) de plantão) e, claro, a conspirarem uns contra os outros. Que “legal”!!

Resultado: um sujeito, depois de beber todas, estimulado por um ambiente favorável (festa, mulher bêbada, bebida alcoólica, quarto à disposição, ninguém é de ninguém...), comete um suposto abuso sexual diante das câmeras, para delírio dos fãs do programa. As perguntas que eu faço são: Quem é o culpado dessa história? Será que o único responsável é o mané que supostamente cometeu o abusou sexual? Não tivesse caindo de bêbada, teria a garota permitido o (suposto) abuso? Houvesse um limite de consumo de álcool para os “moradores” da casa, haveria uma pessoa supostamente inconsciente pelo excesso de birita? E os milhões de telespectadores: não é esse tipo de cena que muitos deles querem assistir?

Se há inocentes nessa história, não consigo ver.

sábado, 29 de janeiro de 2011

ImBBBecilidades em horário nobre

Que o BBB é uma escória da TV Brasileira, muitos com o mínimo de massa encefálica ativa hão de concordar. E nada que venha da tal casa dos brothers me causa espanto. Embora não seja telespectador do nefasto reality global, acabo sabendo, via globo.com (um dos sites que visito diariamente), de algumas peripécias dos “geniais” participantes da edição atual do programa. Recentemente, uma novidade foi um alardeado primeiro beijo lésbico da história do BBB. Ohhhh! Que grande feito!!!!

A fim de comentar o episódio, arrisquei-me a ler o texto com a “fantástica” notícia. Descobri, então, que o beijo “revolucionário” foi entre as participantes Diana e Michelly, não sei bem em que situação, porque não tive estômago para ler a reportagem até o fim. Mas li o suficiente para deparar-me com a “brilhante” declaração que a tal Diana teria dito antes de entrar na casa: “Eu não chego em mulher, elas é que chegam em mim”, afirmou a “filósofa” big sister. Em seguida, arrematou com esta pérola: “As mulheres que eu mais fico são ‘heterossexuais’. Não existe mais mulher hétero, todas são curiosas”.

Vê-se o nível da coisa. Quer dizer que, segunda a beijoqueira Diana, todas as mulheres desse mundo são, no mínimo, bi-sexuais, já que as hétero estão extintas. São “reflexões” desse tipo que os milhões de espectadores do BBB consomem todos os dias – além de partes íntimas à mostra e muita, mas muita mesmo, baboseira pronunciada pelos “heróis” do Pedro Bial.

É sabido que a função do Big Brother não é apenas divertir, como tentam justificar alguns fãs de ocasião. A conversa é bem mais embaixo: paira por interesses comerciais explícitos, pela relativização de valores sociais, da banalização da imoralidade. Tudo feito no mais alto padrão global, com direito a câmeras estrategicamente posicionadas, a fim de flagrar posições e situações eróticas, para alegria dos manés de plantão (os mesmo que gastam seu dinheiro votando em seus brothers prediletos, compram a playboy com as eliminadas mais bem dotadas e visitam o site do Paparasi, para ver em detalhes o que as câmeras da casa só mostraram rapidamente).

Antes que alguém venha me acusar de homofobia ou coisa do tipo, adianto-me a rebater, pois qualquer homossexual, transexual ou simpatizante de bom-senso saberia que o tal beijo lésbico do BBB é tão pré-fabricado quanto as celebridades descartáveis que vivem seus minutos de fama no programa. Acreditar que as beijoqueiras do Big Brother estão levantando uma bandeira contra o preconceito é, no mínimo, ridicularizar a discussão sobre o tema. O que estão em jogo, além, claro, de um pomposo prêmio em dinheiro para o(a) vencedor(a), são os dividendos que a polêmica pode render fora da casa. Gente, o óbvio é ululante: BBB é negócio, grana, muita grana às custas da imbecilidade de nós, brasileiros.

Voltando à “brilhante” constatação da tal Diana (a extinção das mulheres hétero), penso que a moça tenha chegado a essa conclusão motivada pela mesma idéia que levou o cartunista e cross-dressing Laerte a afirmar que as diferenças entre homens e mulheres são um dogma da sociedade. Ou seja, fruto de uma conveniência pessoal, baseada num ponto-de-vista e numa escolha, nos quais, logicamente, não cabem generalizações.

Mas, não me iludo (e nem almejo) em achar que todos vão concordar com meu ponto de vista. Afinal, que mal há em assistir ao BBB de vez em quando? - argumentariam alguns. Tudo bem, há gosto para tudo e gosto não se discute. Aliás, mais uma vez o óbvio ulula: lixos como o BBB existem porque o ser humano tem preguiça de pensar. Fazer o quê.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Vem aí o BBBesteirol 10



Aos irmãos que apreciam o reality show, peço perdão, mas o Big Brother Brasil é uma fábrica [estrategicamente arquitetada] para idiotizar as pessoas. Vejam o Pedro Bial. De excelente cronistas e jornalista competente, transformado em um apresentador “abobalhado” capaz de chamar uma turma de famosos de ocasião de “meus heróis”. É mole?! Tá certo que o cara deve ganhar uma grana alta para pagar esse mico em rede nacional. É a única justificativa lógica para um sujeito pensante como ele mostrar tanta empolgação com um programa tão oco como o BBB.

Tudo bem, talvez o leitor me considere um pouco radical. Afinal, que mal há em se divertir em frente à TV assistindo um pouco de besteirol? A princípio, mal nenhum. Mas, convenhamos, o mínimo de conteúdo não faz mal a ninguém. Minha opinião [pode discordar, aliás, acho bom quando discordam de mim; só não vale xingar no comentário] é que o BBB é um enlatado feito para faturar à custa do telespectador, além de ser um estimulante explícito à safadeza e ao voyeurismo. Em outras palavras, um apetitoso banquete para a carne. Acredito que crente pensante possa achar coisa melhor para fazer.