quinta-feira, 10 de junho de 2010

Porrada cristã



Se Jesus Cristo tem ou não a ver com pancadaria essa é uma questão que eu lanço para os leitores. Sim ou não, o fato é que os americanos Danny White e Garry Krueger inventaram o Christjitsu: um estilo de arte marcial que mistura luta com religião. As aulas da nova modalidade começam com uma sessão de orações. Em seguida, há meia hora de treinos físicos, com exercícios e técnicas inspirados no jiu-jitsu tradicional e depois uma pausa para conversar sobre uma lição espiritual específica (o tema mais recente foi “como lidar com as tentações”). Seguem-se 15 minutos de luta e, no final, todos oram. “Nós reforçamos os valores morais passados na igreja”, explica Krueger, que é faixa preta de tae kwon do e atualmente ensina o Christjitsu a 220 alunos, homens e mulheres, com idades entre 4 e 74 anos.

O programa de treinamento dura 27 meses, e os alunos que terminam o curso podem participar de um retiro de três dias realizado na cidade de Reno [700km ao norte de Las Vegas] e que mistura palestras espirituais com sessões de treinamentos comandadas por astros do vale-tudo como Ken Shamrock. “Os criadores desse método querem alcançar jovens que não são atraídos pelas igrejas tradicionais. Mas acho difícil conciliar esse tipo de luta com a doutrina cristã. Jesus é forte e lutador, mas nunca violento. Pelo contrário: ele rechaça essa atitude em seus discípulos”, afirma o teólogo Matthew Boulton, da Universidade Havard. E você, o que pensa sobre isso?  

sábado, 5 de junho de 2010

Quero ver provar que Deus não existe

Esta eu pesquei na Super Interessante deste mês e é para deixar o famoso ateísta e cientista Richar Dawkins [foto] de cara amarrada. A revista diz mais ou menos assim: “Se por um lado, para alguns cientistas é impossível admitir que certas coisas acontecem por causa de Deus, por outro, é impossível para a ciência provar que Deus não existe”.

Essa afirmação - que é pura ciência - é uma espécie de tiro no pé dos cientistas que ainda não se convenceram de que uma realidade cósmica tão bem planejada [isso mesmo, planejada] pode ser obra do acaso, ou do caos, de uma explosão como o Big Bang. Consideremos o “grande boommm”: seria muita ingenuidade achar que a disposição perfeita dos planetas e galáxias [pelo menos como conhecemos hoje] e ainda as condições perfeitas da Terra para a existência de vida tenham sido obra do caos. Francamente, é difícil de engolir essa. Muito mais difícil do que acreditar que existe um Criador superior, que, por misericórdia [ou por amor, prefiro eu], nos deu, inclusive, a capacidade pensante de duvidar Dele.

A “culpa” pela incapacidade da ciência de provar a existência é de Galileu Galieli, autor do “método científico”, adotado pelos pesquisadores. A lógica é a seguinte: em vez de simplesmente especular sobre as coisas, Galilei criou um método mais rigoroso. São quatro etapas e só passando por elas é possível se chegar a uma conclusão irrefutável. As etapas são: Observação [Olhe e perceba algo notável]; Pergunta [O que é?, por exemplo]; Hipótese [busque uma provável resposta]; Experiência [faça um teste em circunstâncias controladas  para confirmar ou negar a hipótese]. E agora José? Quero ver um cientista provar que Deus não existe? Cadê a prova da sua não existência? Onde procurá-la? E mais: como seria possível criar um teste para medir a existência de Deus?

O problema para os pesquisadores, frisa a Super, “é que a ciência, ao contrário da igreja, não prova as coisas pela negativa [só explicando: um milagre é reconhecido pelo Vaticano quando a ciência NÃO consegue explicar o fato]. Para a ciência, a inexistência de provas não é uma prova de inexistência. Ainda segundo a Super, “a única coisa que a ciência pode fazer é afastar Deus do nosso dia a dia, explicando o Universo de todas e as coisas de forma lógica e racional em vez de atribuí-las a fenômenos sobrenaturais. Mas daí a dizer que Deus não existe, vai uma enorme distância. E se Richard Dawkins não gostar, sempre pode tirar as calças e pisar em cima”.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Brasil digital

terça-feira, 1 de junho de 2010

Fifa punirá "comemoração religiosa" na Copa do Mundo


Johanesburgo - A Fifa pediu aos jogadores de futebol moderação na expressão de fé durante a Copa da África do Sul, que acontece de 11 de junho a 11 de julho. Um comunicado já foi enviado às federações de futebol dos países que disputarão a competição na tentativa de impedir que seus atletas festejem gols e vitórias com mensagens religiosas. E o Brasil é um dos que mais preocupam a Fifa quando se trata de manter religião e futebol separados. O uso de mensagens escritas em camisetas por baixo do uniforme já é proibido. Mas, em várias ocasiões, atletas têm esperado o final da partida para orar e exibir mensagens.

A primeira grande polêmica surgiu quando o Brasil ganhou da Alemanha em 2002 e conquistou o penta. Há um ano, o tema voltou a fazer parte de debates da Fifa na conquista da Copa das Confederações, na África do Sul. As autoridades esportivas insistem que não querem transformar a Copa em evento político ou religioso. Mas vivem situação delicada, já que a aplicação de multas pode dar a polêmica impressão de cerceamento religioso.

Jérome Valcke, secretário-geral da entidade, acredita que a solução é pedir o compromisso das seleções para evitar as mensagens religiosas. A Fifa insiste que não há problema em incluir religiosos na comitiva, mas proíbe a promoção de qualquer religião [pastores e padres são permitidos nas comitivas e nas concentrações, mas não devem participar de atividades ligadas às partidas oficiais da Copa].

"Fomos comunicados sobre essa questão e todos os jogadores estão alertados", disse o diretor de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva. De acordo com ele, no entanto, é difícil controlar algum ato espontâneo de atletas no momento de comemoração. "Não falo só do Brasil. É algo delicado também para outras seleções".

Comentário do editor – Concordo com a decisão da Fifa, embora vibre todas as vezes que vejo Kaká e outros jogadores professarem o nome de Jesus em campo. Mas não vamos misturar as coisas. A regra tem que valer para todos. Já imaginou um adepto do candomblé realizando um despacho no meio de campo para comemorar um gol? Ou um mulçumano comemorando seu gol ajoelhado em direção a Meca? Religiões à parte, a comemoração faz parte da alegria do futebol e vale a criatividade, a espontaneidade, a ética e, claro, decência de cada jogador.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Deus de evidências


sexta-feira, 28 de maio de 2010

Brasil: uma onda só!


Gente, o nosso Brasil é mesmo uma graça. Embora a Bíblia nos advirta sobre o risco de agirmos como meninos inconstantes, levados por todo vento de doutrina [Efésios 4:14], tal um barco desgovernado “surfando” ao sabor das marolas do mar, a verdade é que nós, brasileiros, adoramos uma “onda”. É onda do axé, onda do pagode, onda gospel, onda emo [ou será demo?], onda inventada pela novela das oito, pela Malhação, onda do rebolation [já viu coisa mais tosca?], onda das pulseirinhas do sexo, onda disso, onda daquilo... Êta povo ‘fissurado’ em uma onda.

Em quatro e quatro anos, por exemplo, tem a onda da Copa do Mundo. Todo mundo se veste de verde amarelo e a pátria tira a chuteira do armário. O brasileiro vira técnico de futebol, tem feriado em dias de jogos do Brasil [menos para mim, jornalista - que saco!]. Se a Seleção perde o Mundial, é como se um ente querido tivesse morrido, é um chororô geral, ou então uma revolta de dar medo. Não esqueço da cena de um grupo de pessoas queimando a bandeira do Brasil depois da derrota para a França na Copa passada. De patriotas apaixonados a inimigos incendiários da nação em fração de segundos. É um dos efeitos que a Copa causa nas pessoas. Mundo doido esse!

Depois da onda da Copa, claro, a “parada” da vez, este ano, é a onda das eleições. E pensa que os crentes não embarcam legal. Só embarcam. A onda agora é pastor candidato. Prato cheio para os críticos de plantão. Quando não, o pastor sai em defesa desse ou daquele candidato, tudo “em nome do Reino de Deus” é claro. Os políticos, não perdem tempo em pedir [barganhar] apoio dos líderes evangélicos mais influentes. O Lula, por exemplo, encontrou-se com o RR Soares, visando apoio à Dilma Rousseff.

O Serra visitou o Gideões, em Camboriú. Encontrou-se com o Marco Feliciano e outros mais. Distribuiu aquele “sorriso lindo” que ele tem e recebeu tapinhas nas costas dos super-pastores ali presentes. Tem foto e tudo mais circulando na net. Não sei o que era mais ridículo, se o Serra pedindo voto aos crentes ou os pastores bajulando o presidenciável. É..., há tempos o Gideões deixou de ser um evento confiável. Virou um circo de dar dó. Só não vê quem não quer.

Concluo o seguinte: tempo de eleição é o período perfeito para falsos profetas saírem da toca, é só ficar de olho. Tem pastor que é louco por poder, e não é o poder de Deus não, é o poder dos homens mesmo [não estou generalizando, por favor]. Vamos ficar espertos, irmãos. E votar consciente. 

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Cristão deve julgar

Vídeo postado no Púlpito Cristão, por Márcia Gizella, editora do blog Agraçadedeusmebasta. É para refletir e viver.