sexta-feira, 26 de março de 2010

Sedentos de sangue

A notícia abaixo está no site G1 e envolve o julgamento - ou seria show de horror? - do casal [que não é mais casal] Nardoni, acusado de matar a menina Isabella Nardoni:

“Um pastor que começou a pregar em frente ao Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, revoltou as pessoas que estavam em frente ao local para acompanhar a movimentação do julgamento do casal Nardoni. Dizendo para as pessoas ponderarem e não condenarem antecipadamente o casal, ele foi rapidamente cercado por populares que pedem a condenação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. O homem precisou ser retirado do local pela Polícia Militar para não ser linchado”.

Quando leio notícias assim, cada vez mais tenho a certeza de que nada mais me espanta nesse país. E temo por isso. Choca-me, evidentemente, a morte brutal de uma criança inocente, sem chance de defesa. Mas é também entristecedor o óbito espiritual e intelectual das centenas de pessoas plantadas à frente do Fórum de Santana, em São Paulo. Sedentas de sangue, elas pedem a cabeça dos Nardoni, para, somente assim, aliviar seus corações necessitados de justiça.

Não sei qual o verdadeiro motivo pelo qual aquele pastor se dirigiu àquelas pessoas. Não sei a qual denominação ele pertence, nem mesmo se estava movido por uma compaixão sincera, por uma direção do Senhor, ou por um desejo de virar notícia. Só sei que o seu ato trouxe à tona a realidade do quanto aquelas pessoas estão vazias de Deus e seus corações [cegos e surdos], pré-dispostos a rejeitar uma palavra de perdão.

Assisto a acontecimentos como esse e só consigo glorificar a Deus por sua infinita misericórdia.

sábado, 20 de março de 2010

10 razões para ir à Escola Bíblica Dominical


1. Por causa do amor a Cristo e sua Palavra. (Jo 14.21)
2. Porque é dever do cristão crescer no conhecimento de Deus através do ensino saudável das Escrituras.
3. Para que não sejamos enredados pelas heresias e desvios doutrinários do nosso tempo. (Mt 22.29)
4. Porque a igreja se desenvolve de forma relacional, comunitária e intelectual através do estudo sistemático da Palavra de Deus.
5. Porque o ensino da Palavra de Deus proporciona a elevação do nível de maturidade da igreja local.
6. Porque a Escola Bíblica Dominical é um excelente meio para evangelização de amigos e familiares.
7. Porque a Escola Bíblica Dominical é um lugar propício para a descoberta, crescimento e capacitação de novos ministérios.
8. Porque a Escola Bíblica Dominical fortalece a família promovendo o entrelaçamento dos relacionamentos familiares.
9. Porque o estudo sistemático da Palavra nos desperta a uma vida de santidade.
10. Porque a Escola Bíblica Dominical é uma profícua fonte de avivamento e despertamento espiritual para a igreja.

Transcrito do Blog do Renato Vargens (renatovargens.blogspot.com)

domingo, 14 de março de 2010

Crente X Espelho

Mensagem do quadro 'Se Liga na Palavra' do Programa Conexão Vida Jovem na 92,3fm


sábado, 13 de março de 2010

Adeus a Glauco

Quando comecei a arriscar meus primeiros traços como chargista na imprensa do Maranhão, vi em Glauco uma de minhas referências. Impactou-me o traço simples, quase infantil, e a forma genial de ser sutil e escrachado ao mesmo tempo.

Confesso que, até ontem – quando fui surpreendido com a morte absurda do cartunista –, não sabia de suas convicções religiosas. Só tinha olhos para a sua arte.

As informações ainda meio obscuras sobre o assassinato do artista trouxeram a público um lado místico/espiritual até então restrito às pessoas de seu convívio. Fundador da Igreja do Céu de Maria, inspirada nos cultos do Santo Daime, Glauco certamente conviveu com seu assassino em cultos e reuniões, já que o universitário Carlos Eduardo Sandfeld Nunes, de 24 anos, freqüentou a comunidade. Segundo testemunhas do crime, o jovem chegou à casa de Glauco dizendo que era Jesus.

Em meio a fatos e especulações sobre a bárbara morte de Glauco, emergem questões que apontam para mais um caso absurdo de violência no Brasil, mas também para a tragédia do engano religioso – que ocorre, inclusive, dentro das igrejas evangélicas – que confunde e “assassina” multidões de jovens em nosso país.

Não convém agora fazer ilações sobre as causas que levaram ao distúrbio mental daquele jovem. Mas, tomo essa situação triste como exemplo para alertar contra as armadilhas da religiosidade mística que levam as pessoas a um caminho sem saída em busca de Deus. O Caminho é simples. Não precisa de subterfúgios, de chás alucinógenos, de rosas ungidas, de água benta evangélica ou de “milagres” de ocasião. O caminho que nos leva a Deus nos é dado pela graça mediante a fé em Jesus Cristo. Ponto final.

segunda-feira, 8 de março de 2010

À minha mulher


"E da costela que o Senhor tomou do homem formou a mulher; e trouxe-a a Adão" (Gn 2:22)

Tem uma frase famosa de Vinícius de Moraes que diz: "As feias que me desculpem, mas beleza é fundamental". Penso que o (feioso) Vinícius estava se referindo ao padrão de beleza exterior imposto pelo mundo "moderno" ou pelo olhar animalesco do macho. Já eu, prefiro concordar com a máxima do poeta sob o aspecto de verdade que ela contém. Beleza é mesmo fundamental, mas quando vista da maneira certa.

Minha mulher é linda, ALELUIA!!! E eu não seria hipócrita de dizer que não foi seu incrível visual que me chamou atenção. É lógico que foi. Mas - parafrasenado a letra de uma música gospel famosa -, o melhor de Deus ainda estava por vir. Aquela criatura que já me encatava com seu exterior era, aos poucos, lapidada estrategicamente por Deus de forma a se encaixar com perfeição nas minhas imperfeições (que não são poucas). Por outro lado, as imperfeições dela passaram a encaixar como uma luva nas minhas qualidades e o que parecia, aos olhos humanos, impossível, se transformou em bênção, em uma só carne.

Por isso, refaço sem pudores a frase de Vinícius de Morares: "As feias que me desculpem, mas a beleza que vem de Deus é fundamental.

Confesso que quando ia iniciar este post, minha intenção era fazer uma homenagem às mulheres pelo Dia Internacional da Mulher. Mas, só consegui pensar no quanto preciso ignorar o clichê das datas pré-fabricadas para aprender a fazer de todos os dias um dia internacional para minha amada. Por isso, louvo tanto ao Senhor pelo lado dela que se encaixa com minhas imperfeições.

No mundo das verdades ditas, fico com a máxima de Saint-Exupéry: "O essencial é invisível para os olhos".
     

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Repasse e receba a “bença”


Vez em quando, recebo e-mails como este que transcrevo abaixo (com as devidas correções ortográficas, claro):

“Deus tem visto suas lutas.
E diz: elas estão chegando ao fim.
Uma benção está vindo em sua direção.
Se você crer em Deus, por favor, envie esta mensagem para 20 amigos.
Não ignore, você está sendo testado.
Se rejeitar, lembre se: Jesus Disse:
“Se me negas entre os homens te negarei diante do Pai”.
Dentro de 4 minutos te darão uma boa notícia."

Geralmente, costumo apenas deletar e-mails assim, mas, como sei que muitas pessoas recebem coisas semelhantes, decidi comentar.

De saída, digo que essas mensagens não passam de baboseira, perfeita para pegar gente supersticiosa e ou desocupada. O pior não é o e-mail em si – pois gente desocupada é o que mais tem na net –, mas a triste constatação de que muitos crentes caem nesse tipo de coisa. Volta e meia recebo alguma mensagem de um(a) irmão(ã) da igreja repassando e-mails que prometem bênçãos àqueles que reencaminharem a mensagem para 20 ou 30 amigos. A esses irmãos, já aviso, não me mandem mais, porque, certamente, eu vou quebrar a corrente e o remetente vai ficar sem a sua “bença”.

Faz algum tempo, preguei aos jovens sobre superstição e, como já esperava, tinha irmão se coçando na cadeira. Se você, caro leitor, é do tipo que não passa debaixo de escada, se desespera quando um gato preto passa na sua frente, não abre mão de usar branco no Réveillon, ou jamais comeria manga verde com leite [morte certa], saiba que o “capiroto” adora ver cristãos atribuindo algum poder a essas coisas, desviando a fé Daquele que tem o verdadeiro poder.

Voltando ao e-mail transcrito no início, chega a ser hilária a forma ameaçadora do texto. “Não ignore..., lembre-se do que disse Jesus...”. Fala sério! É ridículo! E patética a pessoa que cumpre a ordem esperando a bênção, que vai chegar em 4 minutos [não em 5 ou 3, mas em 4; “bença” com garantia de pontualidade britânica]. E tolo é o camarada que repassa o e-mail para não ficar com peso na consciência. O fato de ter a vida cheia de pecado não causa peso algum, mas quebrar a corrente “Deus me livre guarde” [não esquecendo de bater três vezes na madeira].

Por isso, meus amados, não percamos nosso tempo com essas promessas “miraculosas” usando o nome do Senhor em vão. É tudo mentira. Façamos algo mais útil, como enviar mensagens que edifiquem o nosso próximo ou estimule à reflexão. Mas, por favor, nada de me mandar aquelas mensagens gigantescas, pois, embora agradeça a gentileza, dificilmente dá tempo para chegar ao final. Um “Deus abençoe”, “Eu te amo”, “Estou com saudade” sinceros, ou mesmo uma boa passagem bíblica vinda do trono da graça são sempre bem-vindos.

Ah! Não esqueça de repassar essa mensagem para pelo menos 50 amigos e veja a “bença” que você vai receber nos próximos 3 minutos e 43 segundos. REECCCEEBAAA!!!!!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Tapa fraterno


Com o tema “Economia e Vida” e o lema “Não se pode servir a Deus e ao dinheiro”, a Campanha da Fraternidade 2010, liderada pela Igreja Católica, foi lançada sob a proposta de pregar o resgate da doutrina socialmente correta do cristianismo. Perdendo terreno, ano a ano, para o segmento evangélico, o catolicismo, não por acaso, resolveu abrir o verbo contra a ganância nas igrejas.

É lógico que, ao pregarem o amor a Deus em detrimento à idolatria ao dinheiro, os líderes católicos põem na berlinda todas as religiões ditas cristãs. Mas, para bom entendedor, o tapa ideológico recai mais forte sobre certas denominações evangélicas [lê-se a ostentação de templos suntuosos, ministrações apelativas e anti-bíblicas para dízimo e oferta e, claro, escândalos financeiros envolvendo pastores brasileiros e internacionais].

Com o tema da CF simpático a grande parte da população brasileira, a Igreja Católica apresenta-se como defensora da ética cristã e exorta as pessoas [soma-se a enorme quantidade de indecisos sobre qual religião seguir] a se posicionarem contra o mercantilismo da fé.

Não pretendo aqui expor considerações sobre as intenções – sejam elas implícitas ou explícitas – dos idealizadores do lema da CF que, aliás, tiveram este ano o cuidado de angariar adesões de líderes protestantes. Prefiro aproveitar a deixa para, mais uma vez, alfinetar os vendilhões que achincalham o Evangelho, transformando o nome de Jesus em moeda para o enriquecimento ilícito. A conseqüência dessa violação [intencional] da Palavra de Deus tem sido a formação de crentes enganados e pobres [financeiramente e, claro, espiritualmente], além de líderes religiosos cheios da grana. Infelizmente o toma-lá-da-cá financeiro é pregado como verdade bíblica, numa distorção perigosa dos ensinamentos de Jesus e da doutrina apostólica.

Quem tem o mínimo de discernimento percebe a necessidade urgente de que a Palavra simples do Evangelho da cruz, do arrependimento, do amor a Deus e ao próximo volte a ecoar em nossas igrejas. Chega de mentiras, de ficar usando a bênção financeira como isca para fisgar fiéis, lotando “templos” de crentes superficiais e mal preparados para encarar as três faces do inimigo [Satanás, carne e mundo].

Aos que insistem em encontrar na Palavra argumentos para defender a teologia herética da prosperidade, deixo as seguintes passagens:
“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça e nem a ferrugem consomem” (Mt 6:19,20).
“Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.(1Tm 6:9,10).
“Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”. (1 Co 15:19).